Sei que por certo há muito quem não queira que o meu trabalho seja divulgado e coloque em causa as "verdades" nunca questionadas sobre a origem latina da nossa língua. Por isso não me admiro que haja quem queira abafar o meu livrinho "A Origem da Língua Portuguesa". Suspeito que é isso que me tem acontecido na divulgação do livro. A última foi uma verdadeira "sabotagem à moda antiga". A do meu livro apresentação prevista para a FNAC do centro Vasco da Gama foi anulada. A mim foi-me enviado um mail dizendo que a FNAC tinha cancelado a apresentação; à FNAC foi enviado um mail (pela mesma pessoa) dizendo que eu tinha cancelado a apresentação...
Alguém me quer calar, ou melhor, quer calar o que eu descobri sobre "A Origem da Língua Portuguesa". Até pode ser que me consigam abafar e com isso continuar a dizer que o português é um "latim mal falado". Mas a verdade é que o português é mais fenício que latim.
Os que pretendem evitar o progresso do conhecimento têm poder, mas...
Contudo, ela move-se!
Alguém acredita que depois da conquista pelos romanos, os povos da Ibéria esqueceram a sua língua e passaram a falar a língua dos seus inimigos?
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
OS "BISPOS" E A COMIDA QUE SE QUEIMA
Diz-se que quando a
comida se queima sabe, cheira ou tem “bispo”. É claro que este “bispo” nada tem
que ver com a igreja católica e as funções dos seus membros. Provém antes da
ideia de “oferta queimada de alimentos” ou “sacrifício queimado de alimentos”. Em fenício “b” ou “bi” (prefixo) significa “na qualidade de”, “ašh” ou “išèh” é
“oferta queimada, sacrifício queimado” e “spu” é “alimentos”. Portanto
“bišèhspu” [pronúncia provável - bichèespu] significa “alimentos queimados”, “oferta queimada de
alimentos”, “alimentos queimados no sacrifício”, etc. Quando se lê o Antigo
Testamento vê-se que este era um ritual comum: sacrificar um animal,
normalmente num sítio alto ou junto a uma grande árvore, e queimar uma parte
dele como oferta aos deuses. A avaliar pela localização da maior parte dos nossos santuários campestres, que ainda hoje se situam nos bicos das serras, junto a lapas ou nascentes, etc., aqui pela Ibéria passou-se precisamente o mesmo. Portanto, quando alguém disser que a comida tem "bispo", não culpem a Igreja, ne nenhum dos seus membros...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013
O NOSSO TREMOÇO E O CALOR DOS GREGOS
Algumas vezes, a vontade descontrolada de criar uma relação entre o português e os "clássicos" (tão venerados pela nossa intelectualidade tradicional) aproximou-se do ridículo. Vejam como se tentou relacionar a palavra "tremoço", que como toda a gente sabe se dá bem com coisas frias (é evidentemente o caso da cerveja), com o "thérmos" grego, que significa "quente".
Mas na verdade a nossa
palavra “tremoço” tem por certo origem fenícia e não grega, já que em acádio “tarmus”
significa precisamente “tremoço”. Portanto a origem grega não tem o menor fundamento ou razão de ser.
Actualmente também não se compreende a vontade de ter uma ascendência grega, a menos que se queira com isso explicar as semelhanças no que respeita à crise...
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